Justiça de São Paulo ouve novas testemunhas no caso de morte em rope jump
Segunda audiência de instrução começou às 9h no Fórum de Limeira, com 12 depoimentos de acusação previstos.
A Justiça de São Paulo deu início, nesta quarta-feira (23), à segunda audiência de instrução no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida durante a prática de "rope jump" na Trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira.
A sessão, que começou às 9h no Fórum de Limeira, contou com a presença virtual dos réus. O advogado Rafael Gomes, que representa Luis Felipe Egoroff e Maicon Cintra, informou que 12 testemunhas de acusação serão ouvidas nesta etapa.
Antecedentes da investigação
Na primeira audiência, realizada na quinta-feira (17), foram ouvidas quatro testemunhas apresentadas pelo Ministério Público, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O tribunal prevê a oitiva de até 16 testemunhas de acusação e 15 de defesa ao longo do processo.
O caso remonta ao dia 13 de junho, quando Maria Eduarda contratou a empresa Entre Cordas para a atividade de rope jump. Lançada de 40 metros, a jovem não estava presa aos equipamentos de segurança, o que foi registrado por testemunhas em vídeo. Apesar das tentativas de reanimação, ela morreu no local por politraumatismo.
Acusações e processos
Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves foram indiciados por homicídio qualificado. Evelyne dos Santos Gonçalves, responsável pela logística e divulgação da empresa, também foi indiciada por homicídio e fraude processual por tentar remover a câmera presa ao corpo da vítima.
Todos os quatro permanecem presos preventivamente desde a denúncia do Ministério Público, feita no início de julho, que aponta dolo eventual pelos responsáveis, que teriam conhecimento do risco da atividade e não adotaram as medidas de segurança necessárias. Segundo apuração da CNN Brasil, as partes ainda podem produzir provas que serão anexadas ao processo.
Matéria original no site CNN Brasil